quinta-feira, 12 de abril de 2012

DÍVIDA BANCÁRIA - CHEQUE ESPECIAL - CARTÃO DE CRÉDITO - FINANCIAMENTO


NEGOCIE E CORTE ATÉ 20% DO VALOR DE SUAS DÍVIDAS

Para sair do vermelho o caminho é organizar as despesas e renegociar; fuja das soluções milagrosas Reinaldo Chaves/Agência BOM DIA


Apenas as dívidas bancárias do brasileiro somaram em fevereiro um valor médio de R$ 1.294,91, mais de dois salários mínimos, como apontou a Serasa Experian.



Como pagar essa dívida e ainda quitar as contas básicas do mês para sair do vermelho ou até mesmo evitar entrar nesta situação?



Especialistas ouvidos pelo BOM DIA são unânimes em afirmar que o caminho é  a negociação. Uma boa negociação, mostrando ao credor a disposição em pagar (isso é muito importante), pode cortar até 20% da dívida, em média, segundo a Serasa. “Sempre orientamos o consumidor a negociar. Quem emprestou ou vendeu quer receber e a pessoa que não está pagando pode ter motivos fortes. Então, um acordo pode ser sempre feito, com alongamento de prazos ou mesmo descontos, principalmente”, diz Carlos Henrique de Almeida, economista da Serasa Experian, multinacional de análise de crédito que trabalha com cerca de 500 mil empresas no Brasil.

A análise da Serasa Experian é que o brasileiro ainda não sabe lidar  com o crédito e acaba usando o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito em qualquer caso - esses são os grandes motivos para inadimplência hoje, mesmo com desemprego  baixo e a economia  aquecida. Essas modalidades de crédito deveriam ser utilizadas apenas em emergências.



Juros
Outra alternativa para diminuir o peso de uma dívida é trocá-la por outra com juros menores, como a do cartão de crédito por uma de empréstimo pessoal. O consultor especializado em finanças pessoais Marcos Crivelaro, no entanto, faz ressalvas. “Somente é vantajoso se a taxa cobrada no empréstimo pessoal ou consignado for mais baixa que a do cartão de crédito. Por exemplo, se a taxa de juros do cartão de crédito for no patamar de 2 dígitos (11% ao mês) o juro do consignado deve atingir de 2 a 3% ao mês ou, no pessoal, de 5% ao mês”, explica.



Para sair do vermelho também é essencial organizar as despesas. Crivelaro dá a dica de colocar no papel todos os gastos fixos e variáveis do mês, as receitas e depois decidir o que pode ser cortado. “Outra dica é evitar ter gastos habituais desnecessários: excesso de gorjetas, tomar cafezinhos em excesso, saídas em baladas em vários dias da semana”, orienta.



Sobre as negociações, ele também afirma que as empresas preferem renegociar a dívida, alongando o prazo. Isso porque continuarão a receber juros, mesmo sendo menores.



Essa opção é sempre melhor para o consumidor do que as empresas que se oferecem para “limpar o nome” das pessoas. Elas costumam agir de duas formas: ou quitam a dívida, e aí a pessoa fica devendo para um agiota, ou entram na Justiça para tentar diminuir o valor da dívida - neste caso o inadimplente precisa pagar custas judiciais.

 

JORNAL DIÁRIO DE SÃO PAULO 18/03/2012

 

GUIA DAS REVISÕES DE BENEFÍCIO - AUXÍLIO DOENÇA NA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

REVISÃO DO AUXÍLIO DOENÇA NA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

 

  • Período de Direito: Para qualquer da data de Concessão

 

  • O que é a Revisão do Auxílio Doença na Aposentadoria por Invalidez: Quem pediu a aposentadoria após um período de auxílio doença pode somar o tempo de benefício para se aposentar por invalidez.

    • Para isso, no entanto, é preciso ter voltado a contribuir com o INSS após a concessão do auxílio.

    • Neste caso, o período e o valor em que o auxílio foram pagos contarão como contribuição ao INSS. 

 

  • Quem tem direito:

    • Quem saiu do auxílio doença direto para o benefício por invalidez não tem direito à correção.

    • Para ter direito à aposentadoria por invalidez um perito tem que confirmar a incapacidade do segurado.

 FONTE: JORNAL AGORA 25/03/2012.

sábado, 31 de março de 2012

GUIA DAS REVISÕES DE BENEFÍCIO - MENOR VALOR TETO

REVISÃO DO MENOR VALOR TETO 

 

o                  Data da Concessão do Benefício: Entre Maio de 1.980 a Outubro de 1.988

 

      O que é a Revisão do Menor Valor Teto: O governo duplicou, em 1974, o valor do teto da época, para evitar que o aposentado recebesse benefícios maiores do que as contribuições que fez o INSS criou dois limites: o Maior e Menor Valor Teto, em 1979, o governo determinou que a correção do menor valor teto fosse feita pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), porém aplicou a correção com índices inferiores, e esse teto ficou abaixo do que deveria.

 

o                Quem tem direito: O segurado que se aposentou entre 1980 e 1980 deve olhar a carta de concessão do benefício e checar se teve benefício inicial igual a 8 salários mínimos da época ou maior (a equivalência aos salários mínimos vai aparecer no documento)

 

o    Importante: Nenhum benefício poderia superar o maior valor teto, que correspondia ao dobro do menor valor teto.

 

FONTE: JORNAL AGORA 25/03/2012.

GUIA DAS REVISÕES DE BENEFÍCIO - 1980 a 1987

DE ACORDO COM O ANO DA CONCESSÃO, VOCÊ PODE TER DIREITO ÀS SEGUINTES REVISÕES

 

1) ORTN

2) Troca de Aposentadoria

3) Conversão de Tempo Especial

4) Menor Valor Teto

5) Melhor Benefício

6) Auxílio Doença na Aposentadoria por Idade

7) Auxílio Doença na Aposentadoria por Invalidez

8) Reconhecimento de Período de Contribuição

9) Acúmulo de Auxlio Acidente

10) Ações Trabalhistas

 

FONTE: JORNAL AGORA 25 DE MARÇO DE 2.012

sábado, 10 de março de 2012

DÍVIDA BANCÁRIA - CHEQUE ESPECIAL - CARTÃO DE CRÉDITO


Famílias brasileiras têm dívida média de R$ 5.427

Cerca de um quarto das famílias brasileiras que estão endividadas têm débitos que superam até duas vezes o salário dos seus membros, segundo pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Apesar desse dado, o nível de endividamento do brasileiro ainda é considerado baixo pelos economistas.

O levantamento do Ipea apontou que 54% das famílias têm alguma dívida a pagar. Em média, essas pessoas devem R$ 5.427. Os números compõem o IEF (Índice de Expectativas das Famílias) do instituto de pesquisa, resultado de 3.810 entrevistas em 214 cidades do país. A medição leva em conta apenas a percepção de cada família sobre as dívidas. No Brasil, para cerca de 15% das famílias endividadas, o débito corresponde a aproximadamente metade do rendimento mensal. O valor considerado na análise é o total devido, mesmo que seja parcelado.

Segundo o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, diante da expansão econômica e do aumento de renda, a tendência é que as dívidas cresçam. "As famílias de menor renda têm um grau de exclusão bancária maior. À medida que ganham mais, passam a ter mais acesso ao crédito", afirmou. O economista Alex Agostini, da consultoria Austin Rating, concorda que o volume de crédito no país ainda tem bastante espaço para crescer. Para Agostini, a inclusão de um grande número de famílias nas classes C e D e as taxas de juros elevadas em várias modalidades de crédito encorajam os bancos do país a ampliar o volume emprestado. "As taxas para atrasos acima de 90 dias têm demonstrado queda", afirmou.

Folha de São Paulo, 01 de setembro de 2.010